José Tadeu debate a Engenharia a favor do Brasil

JT Contecc

Foz do Iguaçu, 31 de agosto de 2016

Propondo uma reflexão sobre a crise econômica, social, política e ética na qual se encontra o país, o presidente do Confea, eng. civ. José Tadeu da Silva, explanou sobre “A Engenharia e a Agronomia em favor do Brasil: Mudanças e Oportunidades”, tema central da 73ª Soea, durante o Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (Contecc). A palestra contou com o presidente do Crea-PR, eng. civ. Joel Krüger, no papel de debatedor, e o presidente da Mútua Nacional, eng. civ. Paulo Roberto de Queiroz Guimarães, na posição de moderador.

Como consequências à crise, citou o alto índice de desemprego, o número expressivo de obras paralisadas e inacabadas, o afastamento da presidente da República, a falência de empresas, a estagnação econômica e a corrupção generalizada, inclusive envolvendo empresas dos diferentes setores da Engenharia.

Tadeu destacou a necessidade de planejamento, gerenciamento e projetos completos – anteprojeto, básico e executivo – sobretudo para as grandes obras de infraestrutura, essenciais ao desenvolvimento do país. Disse que toda crise gera oportunidades, mas que é necessário passarmos por mudanças estruturais e comportamentais.

“Enquadrar o conhecimento técnico científico na modalidade de pregão eletrônico é abrir as portas à corrupção. Não há como resolver o problema do custo e da qualidade das obras sem essa premissa. ”  Para o presidente, a modernização da legislação, principalmente da Lei das Licitações e Contratos (8.666/93), é fundamental para colocar a Engenharia a favor do Brasil.

O presidente pontuou as áreas de desenvolvimento sustentável, saneamento básico, água e energia, transporte público e habitação como oportunidades para superar a crise, sobretudo pelo caráter sistêmico das obras que envolvem uma enorme cadeia produtiva.

O presidente do Crea-PR, eng. civ. Joel Krüger, enriqueceu o debate, apresentando ponderações e dados relacionados ao cenário macroeconômico do país, ao risco e à necessidade de proteção às empresas públicas e privadas, com foco num projeto nacionalista de desenvolvimento.

Apresentou dados do Banco Mundial que mostram o crescimento do PIB nos últimos 15 anos, com um período de crescimento e depois estagnação, e acrescentou: “A dívida pública é de R$ 380 milhões e a reserva de recursos internacionais está na mesma faixa. No entanto, os juros e as taxas com financiamento da dívida consomem os recursos para novos investimentos.”

Adriano Comin
Equipe de Comunicação da 73ª Soea
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