Equidade de gênero em debate

Foz do Iguaçu, 30 de agosto de 2016.

O debate em torno da redução das desigualdades entre homens e mulheres no meio político e empresarial e a adoção de mecanismos capazes de promover a igualdade de gênero dominaram a realização do Fórum de Equidade Frente aos Novos Paradigmas, realizado ontem.

Um dos destaques do fórum foi a palestra da gerente da Divisão de Planejamento de Compras da Itaipu Binacional, Daniele Gemael, que também é coordenadora do Prêmio WEPs Brasil, o qual incentiva práticas de igualdade de gênero nas empresas.

O WEPs Brasil, realizado pela Itaipu e pela ONU Mulheres, é direcionado a micro, pequenas, médias e grandes empresas. Quem se destaca é reconhecido com menções honrosas nas modalidades ouro, prata e bronze. “Visitamos presencialmente as empresas e é muito interessante visualizar a evolução dentro da equidade de gêneros”. O prêmio chegou à segunda edição com crescimento de 41% em suas inscrições: de 81 empresas inscritas, em 2014, o número subiu para 137, em 2016. Para Daniele, o tema está cada vez mais disseminado e a preocupação das empresas em alcançar a igualdade entre homens e mulheres tem sido maior. “Essa atitude influencia, inclusive, no engajamento e na motivação das mulheres que compõem os quadros técnicos das empresas”, afirmou.

JT_equidadeEm novembro de 2015, o Confea conquistou o Selo da Equidade de Gênero e Raça do Governo Federal. “Já fomos reconhecidos pela equidade e é fundamental que as discussões continuem acontecendo por nossas profissionais”, defendeu o presidente do Confea, José Tadeu da Silva, que informou sobre a criação da Comissão Temática Equidade Frente aos Novos Paradigmas, no início do mês de agosto. No Brasil, apenas 68 instituições públicas possuem a certificação “Equidade de Gênero e Raça”.

A gerente de Relacionamentos Institucionais do Confea, Maria de Fátima Có, complementou a fala de José Tadeu, explicando como o Confea conseguiu receber esse reconhecimento. “Para essa conquista foi estabelecido um plano de ações, dividido em três eixos principais: gestão de pessoas, cultura organizacional e ações inovadoras. Uma dessas ações é buscar que todos os Creas adotem a ideia. Não queremos que isso fique restrito ao Conselho Federal”, explicou. Atualmente, dos 1.301.864 profissionais registrados no Sistema Confea/Crea, apenas 179.705 são mulheres.

Krueger_equidadeO presidente do Crea-PR, Joel Krüger, também evidenciou a importante participação das mulheres. “O número de mulheres atuando na área tecnológica tem crescido anualmente, porém a presença delas dentro do plenário dos Creas ainda é pequena. Precisamos trabalhar intensamente para mudar esse cenário”.

O Fórum de Equidade Frente aos Novos Paradigmas também contou com a palestra Gestão de Gênero, ministrada pelo conselheiro do Crea-PR João Carlos Motti, e com a apresentação da proposta de criação de políticas de incentivo à participação feminina no Sistema Confea/Crea e Mútua, que será defendida durante o 9º CNP.

Mariana Guedes
Equipe de Comunicação da 73ª Soea

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